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Apresentação da FLEC
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17-Apr-2007

ImageA Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) foi oficialmente criada em Ponta-Negra na visinha República do Congo Brazzaville aquando do congresso que se realizou de 2 a 4 de Agosto de 1963. Para a eficácia das suas acções políticas e diplomáticos, os três movimentos existentes naquela época, o Movimento de Libertação da Enclave do Cabinda (MLEC) de Luis Ranque Franque, o Comité de Acção e de União Nacional do Cabinda (CAUNC) de Nzita Henriques Tiago e a Aliança do Mayombe (ALLIAMA) de António Sozinho decidiram fusionar e fundaram a Frente de Libertação da Enclave de Cabinda, FLEC em sigla.

Esse congresso tinha agrupado delegados vindos de Cabinda, do Congo Kinshasa e do Congo Brazzaville. O Presidente Congolês da época, o Clérigo Fulbert Youlou tinha posto à sua disposição o grande liceu de Ponta-Negra e os meios de transporte para o encaminhamento dos delegados de Brazzaville até Ponta-Negra.

O Sr. Ranque Franque fora eleito Presidente, o Sr. Nzita Henriques Tiago, Vice-Presidente e o Sr. Antonio Sozinho, Secretário Geral.

Entre 1964 e 1973, a FLEC levou acabo um combate pacífico e uma diplomacia de reduzido impacto. Em consequência foi então aberto em 1974 um debate no seio da Direcção política do FLEC sobre a necessidade de formar uma juventude cabindesa combatente e equipá-la militarmente para fazer face à eventual invasão iminente das forças angolanas do MPLA (mouvement de obediência marxista leninista), estacionado na época no Congo Brazzaville cujo Presidente era o Comandante Marien Ngouabi, também de obediência marxista leninista.

Desse debate, desprendem-se dois campos não necessariamente complementares, mas antes tendenciosos.

A 30 de Junho de 1974, Nzita Henriques Tiago, posto em liberdade da prisão de São Nicolau em Angola onde for a encarcerrado pela então PIDE portuguesa, abriu o Escritório da FLEC na cidade de Tchiowa, capital de Cabinda, com a autorização de Themudo Barata, Governador e Representante da Coroa Portuguesa em Cabinda.

Sua Excelência o Sr. Nzita Henriques Tiago, actual Presidente da FLEC é o único líder histórico e carismática que simboliza certamente a luta do povo cabindês para a sua autodeterminação e a sua independência nomeadamente pela constância das suas convicções e sobretudo pelo seu sentido de sacrifício ilustrado pela sua muito longa estada de doze anos nos maquis da FLEC no Território do Cabinda a partir de 1974.

 

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